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Dossiê de Inclusao Ana Carla
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by Ana Carla 2 years, 10 months ago
  
Trabalhei no ano passado (2008) em uma Escola Estadual de Ensino Fundamental , onde havia alguns alunos portadores de deficiências .
Na ocasião, vivenciamos com a colega as dificuldades e a conseqüente insegurança de trabalhar com um aluno surdo-mudo.
A primeira dificuldade encontrada pela professora foi o fato de não ter conhecimento algum sobre Libras , ou seja, nunca havia feito um curso sobre a linguagem deste tipo de deficiência .
Assim a própria comunicação entre aluno e professora era muito difícil . O desabafo da colega mostrava a sua incapacidade de trabalhar com aquele aluno, cuja deficiência impedia aprendizagem , o que acabou por torna-lo agressivo não só na sala de aula como também no recreio , onde todos os colegas reclamavam dele .
A agressividade do menino não ficou só nisso , chegou até à professora , que foi agredida pelo mesmo. Assim , a situação a situação foi se tornando insustentável .A mãe , ao ser chamada , dizia o que o filho, em casa, não era agressivo, que o problema era na escola, e que ele estava sendo excluído .
Finalmente, a mãe levou o filho para APAE onde atualmente ele recebe atendimento especializado.
Esse caso demonstra que a Lei de Inclusão Escolar não está sendo eficiente, provavelmente por não haver nas escolas de ensino regular, professores especializados para isso .
Como se pode chamar de Inclusão o fato de uma pessoa ser “posta” junto a outras, que no caso, são “diferentes “ dela , e cujo processo de aprendizagem é inadequado para ela ?
Como dizer que as crianças portadoras de deficiências - que não dos membros (pernas/braços etc) - possam estar em classes regulares com professores totalmente despreparados para atendê-las ?
Se houvesse real interesse, primeiramente as políticas públicas deveriam formar professores especialistas em deficiências várias , como mental, visual , auditiva e as globais. E mais : Formar turmas de alunos cujas deficiências fossem semelhantes em salas bem equipadas.
Interrogo essas questões ,pois presenciei muitos casos de alunos com deficiência no ensino regular e de professores que não tem especialidade para atender esses alunos , além do que algumas escolas não dão apoio pedagógico nestas questões.
Essa situação nos preocupa , pois sabemos que a inclusão busca igualdade na educação. O caso desse menino acredito que não foi o primeiro e nem último, pois muitas conversas já ouvi ,quando escola não está preparada para inclusão ,acaba transferindo o aluno para uma instituição educativa onde possa suprir as necessidades do aluno . As escolas estão de portas abertas para inclusão, mas algumas mostram que a escola é apenas uma” galeria de passagem”. Lendo o texto” A inclusão e seus Sentidos: Entre Edifícios e Tendas “ (palestra) de Cláudio Roberto Baptista , leva-me a relacionar as suas metáforas sobre a inclusão escolar , pois vejo algumas escolas, simbolizadas em “edifício” , onde a educação está” concretizada na terra , cuja construção não se modifica ,não se reforma” . Essas escolas não estão preparadas para inclusão , porque não buscam renovar a proposta e prática pedagógica e nem mesmo buscar recursos para atender os portadores de deficiências.
O que vez também buscar essa análise foi com o comentário (Pbwiki) da professora orientadora Liliana Passareno , quando ela colocou que as mudanças devem também começar debaixo , acredito que não podemos esperar que escola se modifique obedecendo as leis (LDB), se a lei diz que torna obrigatório a inclusão na escola , então as portas das escola estão abertas , não é só isso , é preparar-se para uma nova educação, buscar qualidade ,requer trabalho , e se vivemos em uma democracia , creio que ao criarmos uma nova proposta e prática pedagógica que trabalhe com a inclusão ela deve ter a participação da comunidade escolar.
Assim como existem escolas representadas por “Edifícios”, também temos as escolas representadas pelas “Tendas”do texto acima citado. Lendo o texto “CONSTRUIR REDES: DESAFIO NO COTIDIANO DOS SERVIÇOS DE APOIO ESPECIALIZADOS NO MUNICÍPIO DE PORTO ALEGRE de Cláudio Roberto Baptista e Mauren Lúcia Tezzari ,descobri as “Tendas” da Educação , pois as escolas municipais de Porto Alegre estão preparadas para inclusão de alunos com dificuldades de aprendizagem ,há atendimento para garantir aprendizagem de todos , criaram espaços para alunos com defasagem de idade e aprendizagem ,chamada turma de progressão, que são encaminhados para o laboratório de aprendizagem , caso o aluno ainda tenha dificuldade de aprendizagem ele é encaminhado para o atendimento especial para SIR,onde é avaliado por educandos e profissionais da saúde.
Acho que este é um grande passo para uma escola ser flexível ,dando acesso a todos na educação , se tomarmos como exemplo as escolas municipais de Porto Alegre , não haveria tanta exclusão escolar.
Partindo das leituras e comentário da professora orientadora Liliana ,vi que a inclusão escolar não se torna um tema polêmico como eu havia comentado no Fórum ,pois ao inteirar-me nas leituras e vídeos propostos pela interdisciplina ,vi que não é tão complicado,trabalharmos com a inclusão ,gostaria que todas as docentes tivessem acesso ao conhecimento que tenho tido neste semestre sobre a inclusão escolar. Se cada um modificar seus pensamentos e ações ,acredito que estaremos trabalhando nas “Tendas”.
INFORMAÇÕES SOBRE AS ESCOLAS QUE TRABALHAM COM INCLUSÃO:
Município de Taquara- RS

Obtive informações sobre inclusão nas escolas municipais através de uma funcionária da SMED.
Segundo suas informações nas escolas municipais de Taquara há inclusos no ensino regular,não obtendo o número de matriculados mas conhece algumas escolas que trabalham com alunos surdos ,mudos,paraplégicose com Sindrome de Down. Os alunos surdos mudos tem um atendimento de uma professora especialista em libras ,sua especialização não foi oferecida pelo municipio ,quem financiou e de Libras foi a indústria filial Schincariol . Somente uma professora por município que foram convidadas a se especializarem. Está professora do nosso município acompanha as aulas orientando os alunos portadores dessa deficiência e a professora regente da sala de aula .A prática pedagógica não se diferencia em sala de aula , os alunos recebem as mesmas propostas de trabalho sem haver diferenças. Nas escolas do municipio há somente uma coordenadora e uma psicopedagoga que trabalham com alunos portadores de deficiências e na orientação para professores de como trabalhar com os alunos deficiêntes. Estás quase não dão conta de atender diáriamente as escolas municipais onde há inclusão no ensino regular ,pois além das visitas e reuniões com pais e professores o seu trabalho de apoio aos alunos deficiêntes é diariamente agendado com os alunos na Secretaria da Assistência social onde abrange um trabalho epecializado no CREA (Centro de Reabilitação) onde conta também com o trabalho de uma psicóloga . O atendimento do CREA é voltado ´para alunos com deficiência mental leve ,paraplégicos,sindrome de Down .Em casos de multiplas deficiências , surdos mudos ,cegos, é oferecido atendimento em turno oposto na instuição particular HELFFER que trabalham com pessoas de variadas deficiêcias ,pois tem recursos necessários ao atendimento além do que há profissionais especialistas . O municipio cobre as dispesas para esses alunos e matêm interação com a Instuição acompanhando o desenvolvimento de cada aluno matriculado na escola do municipio. Alunos com deficiência mental leve são encaminhados para classes especiais existente em uma Escola Municipal.
Nas Escolas Estaduais do nosso município há duas Escolas que trabalham com classes especiais ,ofertada para alunos com deficiênca mental leve . Portadores de deficiêcia fisíca são atendidos no ensino regular ,há em média nas Escolas Estaduais um aluno por Escola , são paraplégicos e uma aluna com deficiência visual . Essa aluna está cursando a terceira série , já lê o Braille com apoio de uma professora especialista ,também conta com apoio de recursos e de profissionais da FACULDADE DE TAQUARA.
No nosso município há somente uma Escola particular que trabalha com um aluno deficiente (Sindrome de Down).
Obtendo essas informações sobre a inclusão escolar do meu municipio ,vejo que a Educação está indo pelo caminho certo ,se as escolas não tem atendimento que complete as necessidades dos alunos portadores de deficiecia a atidude correta e buscarmos apoio de recursos materias e humanos.
Quanto as classes especias do meu municipio , já não deveriam de existir ,pois desta forma estam excluindo os alunos de deficiencia mental leve do ensino regular , pois estes frequentam somente as classes especias ,não há ensino paralelo . Na LDBEN fica claro que as escolas podem trabalhar com Educação Especial em turno oposto ,dando atendimento especializados ,mas os alunos devem frequentar o ensino regular.
Relendo o meu DOSSIÊ e lendo os textos da interdisciplina , buscando diálogo com colegas docentes vi que o meu conhecimento anterior sobre as politicas públicas estava errado ,pois busquei argumentar sem ter conhecimento . hoje aprendi que as politicas públicas oferecem apoio de recursos de materias e especialização de profissionais , basta as escolas públicas pedir apoio as Secretarias de Educação Municipais ou Estaduais .
Na leitura do livro ACESSO DE ALUNOS COM DEFICIÊNCIA ÀS ESCOLASE CLASSES COMUNS DA REDE REGULARO da "procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (Brasilia setembro de 2004)apresenta que está ajuda são para alunos com deficiência auditiva ou surdo ,que receberão materias necessários para o desenvolvimeto deaprendizagem para esses alunos , estes custos deverão serem computados no orçamento geral da instituição de ensino, pois está está obrigada a oferecer a estrutura adequada a todos os alunos a referida estrutura deve comtenplar todas as deficiências.
Com estes novos conhecimentos vejo que o aluno surdo-mudo ao qual relatei uma vivencia de situações ,poderia ter sido incluso na Escola onde eu trabalhei , pois a Escola deveria ter buscado apoio nas Secretarias de Educação , até mesmo apoio com instituições particulares .
Nas escolas municipais de Taquara vejo que procuram um caminho certo para inclusão ,ainda com poucos profissionais tentam comtemplar as necessidaes de alunos portadores de deficiências.
Aluno observado : em construção
Dossiê de Inclusao Ana Carla
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Comments (2)
lpasserino@... said
at 8:38 pm on May 12, 2009
ANa
a tua preocupação com a legislação é muito relevante, mas uma politca de inclusão não se faz de cima para baixo, precisa também do envolvimento dos professores. O que propões como salas homogêneas, não iria contra o próprio conceito de inclusão? Vamos refletir juntas sobre isso? qual é o objetivo da inclusão? o que encontras nos textos da unidade 1 para te apoiar na reflexão?
liliana said
at 9:13 pm on Jun 24, 2009
Oi Ana
como conversamos hj pelo msn, fico no aguardo para que concluas ate sexta parte do teu dossiê
abraços
lili
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